
Bora estrear uma coluna de dicas aqui em nosso blog?!
Essa semana lançou o livro “Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo: como o antiprodutivismo pode revolucionar nossos modos de vida, trabalho e afeto“, de Mariane Santana.
Mariane vem trazendo as discussões sobre antiprodutivismo em seu instagram (@marianecsantana) e acaba de lançar um livro para ampliar esta discussão. Em tempos de cansaço crônico e exaustão generalizada, é preciso parar e repensar a lógica produtivista com a qual temos organizado e orientado nossas escolhas e nosso modo de vida.

“Meu compromisso é com a vida, e esta não mora em um checklist”
A produtividade é a palavra-chave que define nosso estilo de vida. Quem somos, então, quando não estamos produzindo? Em uma sociedade cansada, marcada pela intensificação do trabalho e pela gestão permanente de si, o tempo livre e o descanso passam a ser vistos como luxo, mas deveriam ser considerados nossos por direito.
Em Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo , Mariane Santana nos mostra que colocar limites na lógica do trabalho é um exercício revolucionário. Ela nos ensina que o antiprodutivismo – a recusa de viver para produzir – é a semente que nos permite nutrir outras formas de existência.
Com análises profundas sobre nossa sociedade, articulando relatos de uma rotina automática e reflexões de grandes pensadores, este livro nos mostra a urgência de um modo de vida que possa ser definido pelo ócio, em que o tempo deixa de ser associado ao capital para ser afirmado como experiência de vida. Porque viver é muito mais do que produzir.
Reflexões importantes, tanto para cada profissional da Psicologia repensar sobre seu trabalho e sua vida, quanto para ampliar e qualificar a escuta clínica para compreender mais profundamente as estruturas sociais que tem produzido tanto adoecimento nos últimos anos.
Pensar as condições concretas de vida e as escolhas possíveis diante deste cenário se afastando das leituras individualizantes e das fórmulas mágicas de autogestão como saída deste complexo fenômeno é essencial para compor uma escuta crítica diante de tanto sofrimento provocado pela lógica produtivista.
Bora prestigiar nossas autoras brasileiras!
Forte abraço!
Rafa Dutra