Devo ter um perfil nas redes sociais?

DEVO TER UM PERFIL NAS REDES SOCIAIS?

É muito comum o pessoal se formar e construir um perfil nas redes sociais, um perfil “.psi” no Instagram. Algumas pessoas também gostam de usar o LinkedIn ou outras plataformas.

Mas antes de sair criando conta profissional em rede social temos uma dica: CALMA!

Diferente de um site que você cria e ele está pronto, as redes sociais exigem que você as alimente cotidianamente, e isso vai te demandar muito trabalho (se você for fazer algo bem feito). Então é preciso avaliar muito bem se, para você, vale a pena estar nas redes sociais.

Nesse assunto, a primeira coisa a se fazer é gastar umas boas horas pesquisando sobre marketing digital, marketing de conteúdo, marketing no Instagram, no Facebook, no LinkedIn, no Whatsapp Business ou onde mais você queira estar presente.

Termos como funil de vendas, persona, avatar, aquecer os leads, conversão, geração de valor, call to action, entre outros, vão começar a ficar familiares para você e, aí sim, você pensa se irá criar uma rede social e fará um PLANEJAMENTO para ela.

Existem muitos apps gratuitos que fazem com que você, mesmo que de forma amadora, consiga fazer posts, editar fotos, fazer vídeos, e ter uma aparência mais profissional, mais bacana. Mas ter uma rede social de qualidade dá muito trabalho e envolve muito estudo.

De início, você não poderá pagar alguém para fazer isso para você (o mundo ideal – se puder, pague!), então pesquise, estude, converse com amigos que são dessa área, assista essas “aulas online” gratuitas que muitos especialistas oferecem antes de te vender algum curso. Se for mesmo entrar nessa, daí vale até buscar cursos pagos para fazer algo bacana, bem feito e ter resultado.

ALERTA:
Além de estudar as resoluções do Conselho de Psicologia que falam sobre as questões éticas na publicização dos serviços de Psicologia, fique atenta para não reproduzir discursos patologizantes, psicologizantes e culpabilizantes nas redes sociais. É muito difícil elaborar conteúdo para o público em geral sem falar em “psicologuês”.

Lembre-se que, se você está oferecendo conteúdo para as pessoas, você está oferecendo um serviço de psicoeducação para seus seguidores, então faça isso de uma maneira ética, crítica e com qualidade.

Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo

Bora estrear uma coluna de dicas aqui em nosso blog?!

Essa semana lançou o livro “Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo: como o antiprodutivismo pode revolucionar nossos modos de vida, trabalho e afeto“, de Mariane Santana.

Mariane vem trazendo as discussões sobre antiprodutivismo em seu instagram (@marianecsantana) e acaba de lançar um livro para ampliar esta discussão. Em tempos de cansaço crônico e exaustão generalizada, é preciso parar e repensar a lógica produtivista com a qual temos organizado e orientado nossas escolhas e nosso modo de vida.


“Meu compromisso é com a vida, e esta não mora em um checklist”

A produtividade é a palavra-chave que define nosso estilo de vida. Quem somos, então, quando não estamos produzindo? Em uma sociedade cansada, marcada pela intensificação do trabalho e pela gestão permanente de si, o tempo livre e o descanso passam a ser vistos como luxo, mas deveriam ser considerados nossos por direito.

Em Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo , Mariane Santana nos mostra que colocar limites na lógica do trabalho é um exercício revolucionário. Ela nos ensina que o antiprodutivismo – a recusa de viver para produzir – é a semente que nos permite nutrir outras formas de existência.

Com análises profundas sobre nossa sociedade, articulando relatos de uma rotina automática e reflexões de grandes pensadores, este livro nos mostra a urgência de um modo de vida que possa ser definido pelo ócio, em que o tempo deixa de ser associado ao capital para ser afirmado como experiência de vida. Porque viver é muito mais do que produzir.


Reflexões importantes, tanto para cada profissional da Psicologia repensar sobre seu trabalho e sua vida, quanto para ampliar e qualificar a escuta clínica para compreender mais profundamente as estruturas sociais que tem produzido tanto adoecimento nos últimos anos.

Pensar as condições concretas de vida e as escolhas possíveis diante deste cenário se afastando das leituras individualizantes e das fórmulas mágicas de autogestão como saída deste complexo fenômeno é essencial para compor uma escuta crítica diante de tanto sofrimento provocado pela lógica produtivista.

Bora prestigiar nossas autoras brasileiras!

Forte abraço!
Rafa Dutra